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Semana da Cultura Popular

CFC promove oficinas e palestras para alunos da Educação Infantil

Junto com o Mané Gostoso, os ratos, as borboletas e o barulhento rói-rói, todos confeccionados em madeira, fazem a alegria das crianças onde eles estiverem. E por que esses pequenos brinquedos chamam tanto a atenção da meninada? Em um universo totalmente dominado pelos eletrônicos, essas divertidas peças artesanais rememoram histórias e trazem nelas a força lúdica da cultura popular. “O papel da escola não é só o pedagógico; é também o de repassar para os alunos, desde muito cedo, as diversas formas de arte, as tradições e a cultura dos antepassados deles”, justifica Janira Oliveira, coordenadora da Educação Infantil.

Mais uma vez, o Mestre Saúba, nascido José Antônio da Silva, 66 anos, voltou ao CFC para conversar com os alunos sobre os brinquedos populares que confecciona - alegre e incansavelmente - há 45 anos. Mas desta vez ele trouxe consigo uma importante novidade, o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, concedido a ele há apenas cinco dias pelo Governo do Estado. “Achei maravilhoso receber esse título”. Saúba lembra que quatro pessoas da família dele já trabalham com os brinquedos. “Meu irmão é artesão de brinquedos populares há 32 anos; tenho também um filho, uma filha e até uma neta de 12 anos que já está aprendendo e me ajudando”, diz sorrindo.

A Semana da Cultura Popular é realizada no CFC todo mês de agosto para os alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental 1 há mais de uma década. Durante toda a semana, as turmas que vão do Grupo 1 ao Grupo 3 têm contato com diversas linhas culturais por meio das oficinas de dança, teatro, cantigas de roda, confecção de brinquedos e instrumentos musicais. Davi Ferraz, 5 anos, aluno do Grupo 3, participou da oficina com o Mestre Saúba e disse que um dos brinquedos que ele confecciona o faz lembrar do circo. “O Mané Gostoso parece com o trapezista; a diferença é que ele faz o malabarismo em uma linha e o outro faz no trapézio”, observa.

Lei do Registro do Patrimônio Vivo – A lei de número 12.196 foi promulgada em 2 de maio de 2002. Desde então, todos os anos, o Governo do Estado nomeia, por meio de concurso público, novos representantes da cultural popular, com notório saber, para que eles sejam multiplicadores de seus fazeres, suas memórias e suas histórias, permitindo a preservação e a valorização das manifestações populares e tradicionais às futuras gerações. Este ano, além do Mestre Saúba, receberam títulos de Patrimônio Vivo os mestres Nado (ocarinas), Aprígio (indumentárias em couro), Calixto (samba de coco), Tribo Carijós (caboclinhos) e Cambinda Brasileira (maracatu de baque solto). Com o título, todos eles passam a receber pensão vitalícia mensal. A cerimônia de entrega do título ocorreu no último dia 16 de agosto, no Teatro de Santa Isabel, centro do Recife.

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