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Alunos do CFC conversam sobre crimes cibernéticos e suas consequências

Especialistas fizeram alerta para as turmas do 7º ao 9º ano

Segundo país do mundo em ocorrências de crimes cibernéticos, o Brasil só perde para a China na quantidade de casos, de acordo com um estudo realizado pela Norton Cyber Security, em 2017. “Cerca de 62 milhões de pessoas no mundo já foram afetadas por esse tipo de crime”, informa o digital influencer Alexandre Guimarães, um dos convidados pelo CFC para conversar sobre o assunto com os alunos das turmas do 7º ao 9º ano do ensino Fundamental do colégio. “Já tive uma postagem minha que foi plagiada. Pedi para a pessoa que fez o plágio excluir o post, mas ela se negou e ainda me respondeu de forma irônica”, conta Yasmin Figueiredo, 13, aluna do 8º ano.

A palestra sobre crimes cibernéticos, realizada na terça-feira 7 de maio, no auditório do ecoprédio, faz parte do projeto [Re] Pensando o meu papel da sociedade, implantado este ano no CFC pela psicóloga Gilzacarla Alcântara. “Os crimes cibernéticos causam grandes prejuízos acadêmicos, além de gerarem transtornos emocionais graves, como ansiedade, depressão e pânico”, alerta Gilzacarla. O aluno Vitor Morais, 12, do 7º ano, usa as redes sociais e os jogos na internet sob controle dos pais. “Eles só me autorizam acessar as redes sociais depois de estudar e de fazer todas as tarefas do colégio”. Ele pratica esportes duas vezes por semana e conta que atualmente tem conseguido controlar mais a ansiedade em relação ao desejo de jogar videogame.

A advogada e professora Carmina Hissa, presidente da Comissão de Compliance da Academia Brasileira de Ciências Criminais, falou aos alunos sobre os diversos tipos de contravenções apontadas pela lei. Ela reforçou o alerta da psicopedagoga do CFC. "O impacto de um crime cibernético na vida de vocês é devastador”, destacou. “Se vocês acham que não é tão grave, saibam que é muito mais grave do que imaginam”. Um ‘nude’, por exemplo, espalhado pela rede, pode levar a vítima até a cometer suicídio”.

Ela explica que os crimes cibernéticos crescem de forma proporcional à quantidade dos usuários virtuais, e um dos principais fatores que impulsionam o aumento no número desse tipo de crime é a popularidade dos smartphones, que agora chegam a 236 milhões de usuários somente no Brasil.

A busca por informações, entretenimento, diversão, relacionamentos e transações comerciais são algumas das principais atividades no maior sistema de comunicação global que é a internet. Porém, alguns usuários a utilizam de forma prejudicial aos outros. Daí ser de suma importância orientar os jovens quanto à utilização de suas redes sociais e a importância de exercer sua cidadania de forma ética e responsável no meio virtual. “Usem as redes sociais com sabedoria e educação, deixem o celular e o computador um pouco de lado, conversem, brinquem, curtam seus amigos e desenvolvam mais suas habilidades pessoais”, sugere Alexandre Guimarães.

Os tipos de crimes mais comuns na internet são os crimes de preconceito, difamação, injúria, pedofilia e cyberbullying. A professora Carmina Hissa finalizou a conversa dando uma dica preciosa aos alunos: “Tá com raiva? Não manda zap. Tá magoado? Não posta nada. Soca a almofada, abre o guarda-roupa e xinga o espelho, mas não poste nada”.

Com uma rotina de acesso à internet restrita a dois dias semanais e três horas nos dois dias do fim de semana, o aluno Filipe Rosa, 12, do 7º ano, foi o primeiro a abri o debate durante a palestra e disse que gostou muito de ter tido a oportunidade de participar do evento. “Foi muito importante essa palestra porque eles mostraram pra gente que o cyberbullying e os crimes digitais podem interferir na nossa vida com a mesma agressividade da vida real”, conclui.

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