Protocolo - Retorno CFC

NÍVEL 5

Esse nível foi estabelecido no Estado de Pernambuco, no âmbito da situação de lockdown, ou seja, apenas as atividades consideradas como essenciais poderiam atuar.

NÍVEL 4

Esse é o nível de isolamento que permite a abertura progressiva de barbearias, salões de beleza, lojas de varejo (como delivery), entre outras atividades.

NÍVEL 3

Flexibilização das atividades de forma mais ampla, com reabertura do comércio de varejo, delimitando o acesso aos estabelecimentos de acordo com a área disponível para o público. Novos protocolos institucionais foram estabelecidos e adaptados dentro da realidade de cada estrutura, seja ela governamental ou não.

NÍVEL 2

Reabertura de eventos com limitações e início das atividades escolares com esquema de rodízio e ensino híbrido (presencial e virtual).

NÍVEL 1

Volta ao novo normal. A abertura e regras para convivência em ambientes coletivos obedecerão novos protocolos e se adaptarão às novas necessidades de biossegurança.

MOMENTO ATUAL

Vivenciamos, atualmente, queda constante no número de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) na região metropolitana, a despeito do aumento no número de testes, tornando o momento atual o mais propício, desde o início da pandemia, para a retomada das aulas.

Durante esse tempo, houve números esparsos de Síndrome Inflamatória multissistêmica em crianças. Finalmente, tornou-se doença de notificação compulsória, devendo as escolas notificarem as entidades de saúde quando houver alunos com esses sintomas, além de informar aos pais sobre os sintomas dessa patologia.

 

Tanto a estrutura de saúde como a maior disponibilidade de exames oferecem segurança para uma retomada gradativa das atividades discentes, obedecendo a protocolos rígidos de segurança, que podem sofrer flexibilização no decorrer das próximas semanas ou meses.

As escolas devem permanecer com o ensino remoto, assim como garanti-lo aos alunos que, por motivos de saúde ou outros, não possam frequentar as atividades presenciais. 

Protocolo de retomada das aulas

Devemos seguir medidas rígidas para garantir a segurança de alunos, familiares, professores e funcionários da escola. 

 

HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS

Há a necessidade da capacitação de todos a realizarem a higienização efetiva das mãos, seja com álcool gel a 70% ou com água e sabão, usando também papel toalha descartável. A limpeza com esta última só é superior à primeira quando há sujidade visível nas mãos.

Será obrigatório a distribuição de cartazes nas unidades, principalmente nos setores considerados críticos (entrada/saída de alunos, áreas do recreio, áreas de alimentação e áreas de alto fluxo de pessoas), assim como a instalação de dispensadores de álcool gel a 70% ou pias com água e sabão. 

 

Deve-se higienizar as palmas das mãos, o dorso, entre os dedos, o polegar, as unhas e o punho. No caso do álcool em geral, deve-se realizar essa sequência até a total evaporação do mesmo. 

No Colégio Fazer Crescer, dispomos de cinco unidades (Unidade 1, Unidade 2, Unidade 3, Unidade 4 e Ecoprédio), com áreas críticas bem diferentes.

 

- A unidade 1 receberá a Educação Infantil e tem como áreas críticas os parques, os espaços de entrada e saída de alunos, a sala de corpo e movimento e a biblioteca. 

 

- A unidade 2 receberá o Ensino Fundamental a partir do quarto ano. A unidade será dividida em dois setores distintos, portanto, haverá necessidade maior de dispersores de álcool gel a 70% nos corredores das salas de aula e nas áreas coletivas próximas à cantina. A biblioteca e os setores administrativos são áreas críticas e semicríticas, respectivamente.

 

- Na unidade 3, funcionará o Ensino Médio, exceto o terceiro ano, que irá para o auditório do Ecoprédio, com entrada e fluxos exclusivos. Os dispersores de álcool gel devem permanecer nos corredores das salas de aula.

 

- Na unidade 4, onde funcionavam as atividades do integral, ficarão os maternais 1 e 2. A higienização das mãos será feita de forma sistemática pela equipe. Os pais não devem ir além do tapete sanitizante da unidade. 

 

- Na unidade 5 (Ecoprédio), funcionará do 1º Ano ao 3º Ano do Ensino Fundamental e o terceiro ano do Ensino Médio, com acessos e andares exclusivos. As áreas críticas são parque, entrada e saída de alunos, sala de corpo e movimento e biblioteca.

 

Sugerimos pia com água e sabão em ambientes que gerem sujidade, próximos às cantinas, banheiros e áreas de grandes aglomerações.


USO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

O uso de máscaras é imprescindível e obrigatório, excetuando apenas os menores de 5 anos. A máscara deve obedecer a uma série de cuidados, tais como:
 

  1. Máscara cirúrgica – quando utilizada, ela deve ser descartada ao final de cada aula.
    a) Vantagens – a energia necessária para falar é bem menor quando comparada com os outros modelos.

    b) Desvantagens – uso prioritário a ambientes hospitalares. Só deve ser cedida aos professores em situação de abastecimento adequado dos setores de saúde.
     

  2. Máscara de tecido – podem ser utilizadas de 2 a 3 horas ou quando há umidade ou sujidade visíveis. Seu uso deve obedecer ao estabelecido em documentos.
    a) Vantagens – Facilidade na obtenção, custo baixo, customização.

    b) Desvantagens – necessidade de elevar o tom de voz para uma entonação mais efetiva.
     

  3. As máscaras podem ser feitas com as seguintes atribuições:
    a) 100% Algodão- características finais quanto à gramatura: 
    i. 90 a 110 (p/ ex, usadas comumente para fazer lençóis de meia malha 100% algodão); 
    ii. 120 a 130 (p/ ex, usadas comumente para fazer forro para lingerie); 
    iii. 160 a 210 (p/ ex, usada para fabricação de camisetas). 

    b) Misturas - composição:
    i. 90 % algodão com 10 % elastano; 
    ii. 92 % algodão com 8 % elastano; 
    iii. 96% algodão com 4 % elastano. 

    Para a produção de máscaras faciais não profissionais, pode ser utilizado tecido não sintético, desde que o fabricante garanta que o tecido não causa alergia e seja adequado para uso humano. Quanto à gramatura de tal tecido, recomenda-se gramatura de 20 - 40 g/m². É recomendável que o produto manufaturado tenha 3 camadas: uma camada de tecido não impermeável na parte frontal, tecido respirável no meio e um tecido de algodão na parte em contato com a superfície do rosto.
     

  4. Além de trocar sempre que houver umidade ou sujidade, sugerimos que, no momento do lanche, haja a retirada da máscara usada, higienização das mãos e, após se alimentar, a pessoa higienize novamente as mãos para a colocação da nova máscara. O uso de saco estilo zip lock com máscaras usadas e outro com máscaras limpas deve ser estimulado para os alunos e colaboradores. Sugerimos o uso de 2 a 3 máscaras por turno.  
     

  5. A máscara é de uso individual, não devendo ser reutilizada ou emprestada em nenhuma situação.
     

  6. A escola deve ceder aos seus profissionais que estabelecem contato com os alunos e o público as máscaras e a proteção facial (face shield).

    O Colégio Fazer Crescer vai sugerir aos alunos virem com a máscara branca de casa, realizando a troca obrigatória após o horário do lanche, quando utilizarão máscaras de outra cor ou estampadas. O colégio tanto vai dispor de máscaras e face shield para seus profissionais quanto vai fiscalizar a obrigatoriedade do uso dos alunos. Na impossibilidade do seu uso, os casos devem ser estudados individualmente, mas há situações em que a proteção facial total pode simular a proteção das máscaras. 

SALAS DE AULAS

As cadeiras irão obedecer a um distanciamento com raio de 1,5m, impedindo a aproximação dos alunos. Não haverá mesas de uso coletivo, assim como quaisquer materiais que não possam ser higienizados de forma adequada (brinquedos e materiais de papelaria de uso coletivo, pelúcias, etc). Todo material utilizado na sala de aulas será de uso pessoal e não poderá ser transferido para outro colega.

O uso de ventiladores está proscrito nessa situação, por sua capacidade de dispersão e de gerar aerossóis no ambiente. As salas, mesmo com ar condicionado, devem manter suas janelas e portas abertas com frequência para a renovação constante do ar. Por esse motivo, unidades que não dispõem de janelas previamente irão modificar seu funcionamento para garantir o fluxo de ar. A unidade 3 é a mais crítica nesse ponto, motivo pelo qual transferimos o terceiro ano do Ensino Médio para o auditório do Ecoprédio, que funcionará com as janelas e portas abertas. 

As mochilas devem permanecer abaixo das cadeiras ou bancas e os alunos não devem usar materiais que não sejam próprios. A higienização seguirá os protocolos de sanitizantes descritos em documento próprio institucional e é obrigatória quando houver a troca das turmas.

Preferencialmente, deve haver um dispensador de álcool gel a 70% próximo aos locais estratégicos no corredor. Esses alunos não devem usar as escadas ou os andares onde estão os alunos de outras turmas, minimizando o contato com outros grupos.

REFEITÓRIO

Nesse novo normal, o refeitório é considerado uma área crítica pelo fato de não ser possível o uso de máscaras nesse ambiente. Dessa forma, há uma necessidade de distanciamento social mais efetivo, devendo os indivíduos obedecerem a distância de 2 metros entre si. Todo refeitório deve conter, na sua entrada, o número máximo de indivíduos que podem estar simultaneamente no setor, assim como demarcação das cadeiras de forma adequada, enfatizando o distanciamento.


Com essa restrição do número de pessoas, é preferível montar escalas de refeições com horários bem estabelecidos e organizados pelos coordenadores. Cada estrutura do CFC seguiu protocolos próprios, demarcando as áreas liberadas/proibidas. 


No caso de refeições no estilo self service, haverá uma pessoa paramentada de forma adequada (luvas, máscara e protetor facial) servindo os profissionais, minimizando o manuseio coletivo dos talheres, assim como o fluxo de pessoas próximo à refeição.


No sistema de cantinas para os alunos, devemos considerar as seguintes possibilidades:
 

  1. Solicitação da refeição e pagamento por meio de aplicativo;

  2. Uso de aplicativos de comunicação para o pedido e pagamento das refeições;

  3. Filas com demarcações no solo definindo o distanciamento efetivo de 1,5m;

  4. Alimentos trazidos de casa e consumo individual;

  5. Alimentos devem estar lacrados em sacolas individuais.

A troca da máscara ocorrerá nesse momento. O aluno retirará a máscara, alimentar-se-á, higienizará as mãos (preferencialmente água e sabão nessa situação) e, finalmente, colocará a nova máscara. As cantinas terceirizadas devem dispor o protocolo próprio para aprovação da equipe de biossegurança. 

 

Não podendo realizar um dos modelos acima ou na impossibilidade de garantir a segurança dos funcionários e alunos, sugerimos que não haja funcionamento das cantinas. Novos modelos podem ser propostos e discutidos quanto à funcionalidade e biossegurança junto a uma equipe multidisciplinar para ratificar um modelo próprio funcional.
 

 

RECREIO

Haverá horários diferenciados para o recreio a fim de minimizar o contato de turmas diferentes nos corredores. Dependendo do número de alunos, alguns locais deverão ter restrição de setores, por exemplo: Turma A e B ficam no setor azul enquanto as turmas C e D ficam no setor vermelho. Esses setores devem estar demarcados e cada sala deve ter seu horário e setor do recreio bem definidos. Os coordenadores de cada unidade devem realizar essa separação e deixar exposta de forma pública para cada aluno conhecer as áreas de delimitação.
 

A quantidade de horários de recreio dependerá do número de salas de cada unidade, sempre reforçando o uso de máscaras e o distanciamento social.  Cadeiras e bancos devem ter demarcações das áreas livres ou não para assento. 


Os coordenadores de cada unidade montarão os horários de recreio para minimizar o cruzamento entre as pessoas. Esse documento deve ser ratificado pela equipe de biossegurança e exposto nas salas de aula para conhecimento geral. 

 

SALAS DOS PROFESSORES

Por ser um ambiente fechado e de alto fluxo de pessoas, há necessidade de cuidados especiais nesse setor:
 

  1. Deve ter o registro do número máximo de indivíduos no seu interior fixado na porta e não exceder a quantidade;

  2. Deve-se evitar refeições ou bebidas (incluindo café). Caso permaneça para esse fim, deve seguir os critérios estabelecidos para refeitório neste mesmo documento. Uma alternativa é fazer uso de bebidas em locais abertos, sem aglomerações;

  3. A higienização é obrigatória a cada mudança de turno;

  4. O uso de máscara é obrigatório. Obedecendo ao distanciamento social, não há obrigatoriedade de protetores faciais neste setor.
     

SALAS DE REPOUSO

Crianças que usarem dormitórios devem utilizar colchão disponibilizado pela escola em que haja identificação de sua higienização prévia. Ao usar o colchão, essa identificação é retirada e a roupa de cama a ser utilizada será de uso individual do aluno, não mais a fornecida pela escola. O distanciamento adequado dos colchões é de 2 metros e deve-se utilizar capa impermeável que permita a higienização de forma adequada. Os profissionais que dispõem de salas de repouso na instituição devem ser desencorajados a utilizarem-na, não só pela dificuldade logística em andar com roupa de cama própria, como também pela incapacidade de controlar o fluxo de pessoas deste setor.

 

SALAS DE ARTES/MÚSICAS

Não devem funcionar nesse momento de retomada das atividades. Sua liberação dependerá do setor de biossegurança da escola.


ESPORTES INDIVIDUAIS

Quando disponível, deve-se realizar protocolo obedecendo os critérios de distanciamento, assim como a higienização adequada. Cada esporte liberado na escola deve seguir um POP Procedimento Operacional Padrão) próprio, ressaltando a biossegurança em realizá-lo. No entanto, com grupos reduzidos,  podem retornar os treinos funcionais adaptados à realidade de cada modalidade, com trabalhos específicos (técnicos, táticos, coordenativos e físicos), respeitando o uso obrigatório de máscara e o distanciamento de 1,50m.

ESPORTES COLETIVOS

Não devem ser realizados nesse momento de retomada das atividades. Sua liberação dependerá do setor de biossegurança da escola.
 

BALÉ, GA, DESENHO E CODERS 21

Grupos reduzidos em horários separados e com o uso de máscara obrigatório e ressaltar o distanciamento de 1,5m, exceto os grupos menores de 5 anos, onde neste caso será aumentado o distanciamento social para 2 metros.
 

BIBLIOTECA

O vírus do SARS CoV 2 chegou a permanecer até quatro dias em papel nos estudos de sua permanência nas mais variadas superfícies. Para tornar a biblioteca um ambiente acessível nesse novo normal, há necessidade do controle rígido dos materiais em questão. Qualquer livro que seja utilizado dentro da biblioteca ou que saia por empréstimo deverá permanecer por um período de cinco dias em quarentena até o seu retorno às prateleiras.
 

O uso do livro no interior da biblioteca obedecerá a quarentena de cinco dias a partir do seu uso, ocorrendo o mesmo com livros de origem externa: serão devidamente identificados e isolados do uso comum.
 

Nenhum livro deverá ser utilizado de forma coletiva, sendo de uso pessoal restrito. Na porta da biblioteca, deve constar o registro de quantos indivíduos, no máximo, podem permanecer simultaneamente no seu interior. 

 

ENTRADA E SAÍDA DE ALUNOS

A entrada e saída de alunos obedecerá a horários diferenciados e sistemáticos, minimizando o risco de aglomeração nas portas da escola. Preferencialmente, devem ser utilizados aplicativos que informam a proximidade do responsável em relação à escola, diminuindo o tempo de espera. Esses horários serão estabelecidos pelos coordenadores e as famílias estarão cientes. 
 

É importante a demarcação no solo de onde os alunos e pais irão permanecer, respeitando o distanciamento social de 1,5m e reiterando a obrigatoriedade do uso de máscaras nesse local. 


Ao entrar, o aluno terá sua temperatura aferida por termômetros sem contato físico. Qualquer estudante que apresentar temperatura superior a 37,3 graus Celsius deverá ser afastado dos colegas e permanecer em uma sala de quarentena, onde irá aguardar pelos seus responsáveis. O mesmo ocorrerá com alunos que apresentarem sintomas no interior da escola. Os sintomas  mais comuns são a febre e tosse, porém outros sintomas como vômitos, náuseas, diarreia, tonturas, cefaleia, falta de percepção de sabor e incapacidade de sentir odor também devem ser considerados. 
 

Essa sala de quarentena deve ser higienizada sempre após a saída de indivíduos suspeitos de COVID-19. 


PROTOCOLO TESTAGEM PROFISSIONAIS

Todo profissional sintomático deve proceder a coleta do RT PCR para SARS CoV 2, preferencialmente entre o terceiro e o oitavo dias de sintomas. Os exames de dosagem de anticorpos (quimioluminescência, imunoeletroensaio ou lateral flow) não se aplicam nesse contexto. Quem já possui exames sorológicos positivos previamente não precisa realizar novos testes, seja RT PCR ou nova sorologia.
 

O estado de Pernambuco estabeleceu que professores podem realizar os testes no CEFOSPE (exclusivo para profissionais de atividades essenciais) e no Centro de Convenções de Pernambuco (podem levar familiares). 

 

PROTOCOLO DE AFASTAMENTO ALUNO

Alunos sintomáticos não deverão comparecer à escola e seus responsáveis devem comunicar o motivo aos coordenadores e/ou professores. Essa informação é primordial para a observação de novos sintomáticos na mesma turma. Se o aluno fizer exame e resultar negativo, ele pode retornar após 48 horas do fim dos sintomas. Caso seja positivo, deve permanecer em quarentena por dez dias, só retornando às aulas após esse período se estiver sem sintomas por, pelo menos, 48h. Não há necessidade de novo RT PCR ou de exame sorológico para seu retorno.
 

Todos os que convivem sob o mesmo teto que o aluno infectado devem obedecer, semelhantemente, ao período de quarentena. Caso possuam sorologia positiva para o SARS CoV 2 anterior, estariam autorizados a retornar às atividades.
 

Quanto à turma, há três possibilidades:

  1. Caso o aluno seja sintomático, deve se afastar de suas atividades, não alterando a rotina dos colegas até a saída do resultado dos seus exames;

  2. Caso seja positivo, os alunos devem manter aulas remotas por sete dias após início dos sintomas do colega sintomático. Quem não apresentar sintomas está autorizado a voltar às suas atividades.

  3. Caso mais de um aluno se apresente sintomático em uma mesma sala por um período inferior a sete dias, deve-se considerar a possibilidade de surto.

Todos os casos devem ser notificados junto ao Governo Federal e à Vigilância Epidemiológica do Estado nos seguintes sites:

https://notifica.saude.gov.br/onboard 
 

http://portal.saude.pe.gov.br/noticias/secretaria-executiva-de-vigilancia-em-saude/coronavirus-cievs-disponibiliza-ficha-de

 

 
PROTOCOLO DE AFASTAMENTO PROFESSOR

A medicina do trabalho e/ou SESMT deve ter um protocolo próprio para definição do tipo de exame e tempo de afastamento dos profissionais. Os critérios atuais do Ministério da Saúde sugerem o afastamento por 10 dias de pacientes sintomáticos confirmados. Caso o exame seja negativo, deve aguardar pelo menos 48h sem sintomas para o retorno das atividades, sempre enfatizando a necessidade do uso de EPIs.
 

O profissional que se tornar sintomático pode apenas comunicar à escola a questão sintomatológica, sem necessidade de apresentação imediata de atestado médico, mas deve coletar o RT PCR para SARS CoV 2 entre o terceiro e oitavo dias de sintomas.

 

BANCO DE DADOS

A medicina do trabalho e/ou SESMT deve ter um banco de dados imunológico, registrando o status de anticorpos dos profissionais da escola, assim como registros dos resultados de RT PCR que foram positivos para o SARS CoV 2. Esses dados são importantes para estabelecer regras de isolamento e protocolos de afastamento no caso de profissionais sintomáticos. 

Deve ser sugerido aos pais, mantendo o sigilo das informações restritas ao binômio escola-família, comunicar o status imunológico dos alunos para definição de condutas quanto a situações de isolamento ou afastamento dos indivíduos quando ocorrerem situações de sintomáticos em investigação ou confirmados. Essa informação é facultativa e dependente da disponibilidade da família em ceder as informações necessárias. 

Apenas os membros do comitê de biossegurança teriam acesso aos dados e sempre tomariam as decisões de forma sigilosa.

 

PROTOCOLO DE SURTO

Em caso de um número crescente de casos em um período curto, pode-se estabelecer um surto da doença, devendo-se afastar alunos e profissionais com contato próximo aos alunos infectados e proceder a testes para definir quem possa estar contaminado ou não. 

Se dois ou mais alunos de um mesmo convívio apresentarem quadro confirmado de COVID-19 em um período inferior a sete dias, a escola deve proceder com o fechamento da turma e restringir a atividades remotas. Os alunos com sorologia IgG positiva ou assintomáticos, a partir do sétimo dia de exposição, serão avaliados pela equipe de biossegurança para definir quando as aulas presenciais serão reiniciadas.

HIGIENIZAÇÃO

Toda instituição deve ter seu POP (Procedimento Operacional Padrão) e protocolos de higienização bem definidos, assim como pessoal devidamente treinado. Essa documentação deve ser de conhecimento da coletividade que trabalha na instituição. A segurança com os produtos de limpeza merece atenção redobrada na presença de crianças menores.

A escolha dos saneantes a serem utilizados é um ponto de grande importância dentro das propostas de retomada das atividades escolares. Isso se deve ao fato que, após o distanciamento, o uso de produtos sanitizantes para as mãos e a prática de desinfecção de objetos e superfícies são pontos-chaves para proteção da população.

As evidências atuais sugerem que o novo coronavírus pode permanecer vivo por horas e até dias em determinadas superfícies, a depender do material. Portanto, a limpeza de objetos e superfícies, seguida de desinfecção, são medidas recomendadas para a prevenção da COVID-19 e de outras doenças respiratórias virais. Os objetos frequentemente tocados, por exemplo, interruptores de luz, maçanetas, corrimãos, mesas, telefones, controles remotos, teclados, podem ser desinfetadas com álcool 70% ou desinfetantes de uso doméstico.

Para um bom entendimento desse processo, faz-se necessário diferenciarmos limpeza de desinfecção:

- Limpeza - refere-se à remoção de microrganismos, sujeiras e impurezas das superfícies. A limpeza não mata os microrganismos, mas, ao removê-los, diminui o número e o risco de propagação da infecção.

- Desinfecção - refere-se ao uso de produtos químicos para matar microrganismos em superfícies.

Alguns produtos não necessariamente limpam superfícies sujas ao mesmo tempo que matam microrganismos. Portanto, para alguns produtos serem efetivos, necessitam previamente de uma superfície limpa. Mas nunca se deve misturar os produtos para tentar alcançar essa finalidade.

O risco químico também é outro ponto a ser ressaltado na observação dos produtos saneantes, uma vez que a proteção dos colaboradores e crianças no sentido de evitar acidentes é algo a ser priorizado. Ressaltamos, ainda, que nenhum desses produtos é indicado para uso em vaporizadores ou outro equipamento para uso no corpo.

Decidimos, então, elaborar um quadro analítico com vantagens e desvantagens dos produtos, entregue à equipe de biossegurança para definir a relação custo x benefício de cada um dos produtos.

CONCLUSÃO

As cinco unidades do CFC encontram-se em plenas condições para realizar as atividades presenciais logo que a Secretaria de Educação e de Saúde do Estado de Pernambuco liberem seu reinício. As mudanças em sua estrutura física, assim como a equipe especializada de sanitização, equipe de biossegurança e suporte às equipes estão dentro do necessário para a retomada das aulas, minimizando o risco do coronavírus no ambiente escolar. 


 

Informações de contato

Filipe Prohaska

Diretor Médico
 

81 994440452

prohaska@hotmail.com

Infecto Associados do Recife

@infectoassociados

INFECTO ASSOCIADOS DO RECIFE E COLÉGIO FAZER CRESCER
Recife, 28 de setembro de 2020
Protocolo de retomada das atividades diárias no contexto da flexibilização das medidas de convívio coletivo em tempos de pandemia pelo SARS CoV 2 no ambiente escolar. 
Introdução

O QUE É

O novo coronavírus (conhecido como SARS CoV 2) iniciou seus primeiros casos no final de dezembro de 2019, em Wuhan (China), acarretando uma disseminação pandêmica, em poucas semanas, de uma doença respiratória aguda grave, conhecida como COVID-19. Seu potencial de transmissão levou a doença para três continentes em um espaço de duas a três semanas.

 

O tempo entre a exposição e o início dos sintomas varia de 4 a 7 dias e a capacidade de transmissão interpessoal ocorre do primeiro ao décimo quarto dia de sintomas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu uma série de cuidados, com variações em cada país. Várias cidades, incluindo Recife e outras cidades pernambucanas, tiveram a necessidade de um lockdown, ou seja, fechamento das atividades, exceto aquelas consideradas essenciais (nível 5 de isolamento).

ISOLAMENTO SOCIAL
Sua alta transmissibilidade e capacidade de apresentar espectros clínicos discrepantes, com quadros mais graves em idosos, hipertensos, diabéticos, obesos e imunossuprimidos, são fatores que tornaram o isolamento social necessário. De regra, até o momento, as crianças não têm apresentado quadros graves, de acordo com o estudo mais recente do Instituto Pasteur, o qual sugere que o vírus não causa quadro clínico importante, principalmente, nas crianças entre 6 a 11 anos, conforme observado nos alunos que retomaram as aulas na França. Adolescentes (acima de 12 anos) têm mostrado nível de contágio semelhante aos adultos. 

 

A falsa sensação de segurança não deve minimizar ou excluir os cuidados necessários para evitar a disseminação do vírus, afinal os indivíduos no entorno da criança podem estar expostos, principalmente os familiares, cuidadores, professores e outros profissionais do convívio deles.

 

Fases do isolamento

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