Laudo de Biossegurança
Protocolo de retomada das aulas

Devemos seguir medidas rígidas para garantir a segurança de alunos, familiares, professores e funcionários da escola. 

 

Higienização das mãos

Há a necessidade da capacitação de todos em se realizar a higienização efetiva das mãos, seja com álcool gel a 70% ou com água e sabão usando papel toalha descartável. A limpeza com esta última só é superior a primeira quando há sujidade visível nas mãos.

Será obrigatório o uso de cartazes nas unidades, principalmente nos setores considerados críticos (entrada/saída de alunos, áreas do recreio, áreas de alimentação e áreas de alto fluxo de pessoas), assim como a necessidade de dispensadores de álcool gel a 70% ou pias com água e sabão. 

Deve-se higienizar as palmas, dorso, entre os dedos, polegar, unhas e punho. No caso do álcool em geral realizar essa sequência até a total evaporação do mesmo. 

No Colégio Fazer Crescer dispomos de cinco unidades (Unidade 1, Unidade 2, Unidade 3, Unidade 4 e Ecoprédio) com áreas críticas bem diferentes.

- Na unidade 1 receberá a educação infantil, onde as áreas críticas são o playground, entrada e saída de alunos, sala de movimento corporal e biblioteca. 

 

- Na unidade 2 receberá o ensino fundamental do quarto ano em diante, ocorrendo a divisão da escola em dois setores distintos, com necessidade maior de dispersores de álcool gel a 70% nos corredores das salas de aula e nas áreas coletivas próximas à cantina. A biblioteca e os setores administrativos são áreas críticas e semicríticas, respectivamente

 

- Na unidade 3 funcionará o ensino médio, exceto o terceiro ano, que irá para o auditório do Ecoprédio, com entrada e fluxos exclusivos. Os dispersores de álcool gel devem permanecer na entrada de cada sala de aula.

 

- Na unidade 4 onde funcionava o espaço integral agora ficará o maternal 1 e 2. a higienização das mãos será feita de forma sistemática pela equipe. Os pais não devem ir além do tapete sanitizante da unidade. 

 

- Na unidade 5 (Ecoprédio), onde funcionará os ensinos fundamentais e o terceiro ano do ensino médio com acesso e andar exclusivo. 

Sugerimos pia com água e sabão em ambientes que gerem sujidade, próximos às cantinas, banheiros e áreas de grandes aglomerações.

Uso de equipamento de proteção individual

O uso de máscaras é imprescindível e obrigatório, excetuando apenas os menores de 2 anos. A máscara deve obedecer a uma série de cuidados, tais como:

  1. Máscara cirúrgica – quando utilizada ela deve ser descartada ao final de cada aula.

    1. Vantagens – a energia necessária para falar é bem menor quando comparada com os outros modelos.

    2. Desvantagens – uso prioritário a ambientes hospitalares. Só deve ser cedida aos professores em situação de abastecimento adequado dos setores de saúde.
       

  2. Máscara de tecido – podem ser utilizadas de 2 a 3 horas ou quando há umidade ou sujidade visíveis. Seu uso deve obedecer ao estabelecido em documentos 

    1. Vantagens – Facilidade na obtenção, custo baixo, customização.

    2. Desvantagens – necessidade de elevar o tom de voz para uma entonação mais efetiva.
       

  3. As máscaras podem ser feitas com as seguintes atribuições

    1. 100% Algodão- características finais quanto a gramatura: 

      1. 90 a 110 (p/ ex, usadas comumente para fazer lençóis de meia malha 100% algodão); 

      2. 120 a 130 (p/ ex, usadas comumente para fazer forro para lingerie); 

      3. 160 a 210 (p/ ex, usada para fabricação de camisetas). 

    2. Misturas - composição 

      1. 90 % algodão com 10 % elastano; 

      2. 92 % algodão com 8 % elastano; 

      3. 96% algodão com 4 % elastano. 

 

Para a produção de máscaras faciais não profissionais pode ser utilizado tecido não sintético, desde que o fabricante garanta que o tecido não causa alergia, e seja adequado para uso humano. Quanto a gramatura de tal tecido, recomenda-se gramatura de 20 - 40 g/m². É recomendável que o produto manufaturado tenha 3 camadas: uma camada de tecido não impermeável na parte frontal, tecido respirável no meio e um tecido de algodão na parte em contato com a superfície do rosto.

  1. Além de trocar sempre que houver umidade ou sujidade, sugerimos que no momento do lanche haja a retirada da máscara usada, higienização das mãos e após se alimentar higienizar novamente as mãos para a colocação da nova máscara. O uso de sacola estilo zip lock com máscaras usadas e outra com máscaras limpas deve ter seu uso estimulado para os alunos. Sugerimos o uso de 2 a 3 máscaras por turno.  
     

  2. A máscara é de uso individual, não devendo ser reutilizada ou emprestada em nenhuma situação.
     

  3. A escola deve ceder aos seus profissionais com contato com alunos e o público as máscaras e a proteção facial (face shield).

 

O Colégio Fazer Crescer vai sugerir aos alunos virem com a máscara branca de casa, realizando a troca obrigatória após o horário do lanche, quando vai utilizar máscaras de outra cor. O colégio vai dispor de máscaras tanto para seus profissionais quanto vai fiscalizar a obrigatoriedade do uso dos alunos. Na impossibilidade do seu uso os casos devem ser estudados caso a caso, mas há situações com a proteção facial total que pode simular a proteção das máscaras. 

 

SALAS DE AULAS

As cadeiras irão obedecer a um distanciamento com raio de 1,5m, impedindo a aproximação dos alunos. Não haverá mesas de uso coletivo assim como quaisquer materiais que não possam ser higienizados de forma adequada (brinquedos e materiais de papelaria de uso coletivo, pelúcias, etc). Todo material utilizado na sala de aulas será de uso pessoal e não poderá ser transferido para outro colega.

O uso de ventiladores está proscrito nessa situação, por sua capacidade de dispersar e gerar aerossóis no ambiente. As salas, mesmo com ar condicionado, devem manter suas janelas e portas abertas com frequência para a renovação constante do ar. Por esse motivo, unidades que não dispõe de janelas previamente irão modificar seu funcionamento para garantir o fluxo de ar. A unidade 3 é a mais crítica nesse ponto, motivo o qual transferimos o terceiro ano do ensino médio para o auditória do Ecoprédio. 

As mochilas devem permanecer abaixo da cadeira ou carteira e não deve usar outro material que não seja o do próprio aluno na sua face superior. A higienização seguirá os protocolos de sanitizantes descritos em documento próprio institucional, mas é obrigatório quando há a troca das turmas.

Preferencialmente deve haver um dispensador de álcool gel a 70% na porta ou próximo a ela em locais estratégicos no corredor. Abrir a porta sem usar as mãos, deixando-as abertas ou usando os cotovelos na maçaneta.

 

REFEITÓRIO

Nesse novo normal o refeitório é considerado uma área crítica pelo fato de não poder usar as máscaras nesse ambiente. Dessa forma, há uma necessidade maior de distanciamento social mais efetivo, devendo obedecer a distância de 2 metros. Todo refeitório deve conter na sua entrada o número máximo de indivíduos que podem estar simultaneamente neste setor, assim como demarcação das cadeiras de forma adequada enfatizando o distanciamento.
 

Com essa restrição do número de pessoas é preferível montar escalas de refeições com horários bem estabelecidos e organizados pelos coordenadores. Cada estrutura do CFC seguiu protocolos próprios, demarcando a área liberada/proibida. 

No caso de refeições no estilo self-service haverá uma pessoa paramentada de forma adequada (luvas, máscara e protetor facial) servindo os profissionais, minimizando o manuseio coletivo dos mesmos talheres assim como o fluxo de pessoas próximo à refeição.

No sistema de cantinas para os alunos devemos considerar as seguintes possibilidades:

  1. Solicitação da refeição e pagamento por meio de aplicativo;

  2. Uso de aplicativos de comunicação para o pedido das refeições com pagamento posterior;

  3. Filas com demarcações no solo definindo o distanciamento efetivo de 1,5m;

  4. Alimentos trazidos de casa e consumo pessoal.
     

A troca da máscara ocorrerá nesse momento. O aluno retirará a máscara, irá se alimentar, higienizará as mãos (preferencialmente água e sabão nessa situação e finalmente colocará a nova máscara. A cantina terceirizada deve dispor seu protocolo próprio para aprovação da equipe de biossegurança. 
 

Não podendo realizar um dos modelos acima ou na impossibilidade de garantir a segurança do funcionário e alunos, sugerimos que não haja funcionamento do restaurante ou da cantina. Novos modelos podem ser propostos e discutidos sua funcionalidade e biossegurança junto a uma equipe multidisciplinar para ratificar um modelo próprio funcional.

 

RECREIO

Haverá horários diferenciados para o recreio, minimizando o cruzamento de salas diferentes no mesmo horário nos corredores. Dependendo do número de alunos alguns locais deverão ter restrição de setores, por exemplo: Turma A e B ficam no setor azul enquanto a turma C e D ficam no setor vermelho. Esses setores devem estar demarcados e cada sala deve ter seu horário e setor do recreio bem definidos. Os coordenadores de cada unidade devem realizar essa separação e deixar exposta de forma pública para cada aluno conhecer as áreas de delimitação.
 

A quantidade de horários de recreio vai depender do número de salas de cada unidade, sempre reforçando o uso de máscaras e o distanciamento social.  Cadeiras e bancos devem ter demarcações das áreas livres ou não de assento. 

Os coordenadores de cada unidade montarão os horários de recreio para minimizar o cruzamento entre as pessoas. Esse documento deve ser ratificado pela equipe de biossegurança e exposto nas salas de aulas para conhecimento geral. 

 

SALAS DOS PROFESSORES

Por ser um ambiente fechado e de alto fluxo de pessoas, há necessidade de cuidados especiais nesse setor:
 

  1. Deve ter o registro do número máximo de indivíduos no seu interior fixado na porta e não exceder esse valor;

  2. Deve-se evitar refeições ou bebidas (incluindo café). Caso permaneça para esse fim deve seguir os critérios estabelecidos para refeitório neste mesmo documento. Uma alternativa é fazer uso de bebidas em locais abertos, sem aglomerações;

  3. A higienização é obrigatória a cada mudança de turno;

  4. O uso de máscara é obrigatório. Obedecendo ao distanciamento social não há obrigatoriedade de protetores faciais neste setor.

 

SALAS DE REPOUSO

Crianças que usarem dormitórios devem dispor de colchão disponibilizado pela escola onde tenha a identificação de sua higienização prévia. Ao usar o colchão essa identificação é retirada e a roupa de cama a ser utilizada será de uso individual do aluno, não mais a fornecida pela escola. O distanciamento adequado dos colchões é de 2 metros e ele deve utilizar capa impermeável que possa realizar a sua higienização de forma adequada. Os profissionais que dispõe de salas de repouso na instituição devem ser desencorajados a utilizá-la, não só pela dificuldade logística em andar com roupa de cama própria, como também a incapacidade de controlar o fluxo de pessoas deste setor.

 

SALAS DE ARTES/MÚSICAS

Não devem funcionar nesse momento de retomada das atividades. Sua liberação dependerá do setor de biossegurança da escola.


ESPORTES INDIVIDUAIS

Quando disponível deve-se realizar protocolo obedecendo os critérios de distanciamento assim como a higienização adequada. Cada esporte liberado na escola deve seguir um POP (procedimento operacional padrão) próprio ressaltando a biossegurança em realizar o mesmo.

 

ESPORTES COLETIVOS

Não devem ser realizados nesse momento de retomada das atividades. Sua liberação dependerá do setor de biossegurança da escola.
 

Biblioteca

O vírus do SARS CoV 2 chegou a permanecer até quatro dias em papel nos estudos de sua permanência nas mais variadas superfícies. Para tornar a biblioteca um ambiente viável nesse novo normal, há necessidade do controle rígido dos materiais em questão. Qualquer livro que venha a ser utilizado dentro da biblioteca ou que saia por empréstimo deverá permanecer por um período de cinco dias de quarentena até o seu retorno às prateleiras.
 

O uso do livro no interior da biblioteca obedecerá a quarentena de cinco dias a partir do seu uso, ocorrendo o mesmo com livros de origem externa. Serão devidamente identificados e isolados do uso comum. 
 

Nenhum livro deverá ser utilizado de forma coletiva, sendo de uso pessoal restrito. Na porta da biblioteca deve ter o registro de quantos indivíduos no máximo podem permanecer simultaneamente no seu interior. 

 

ENTRADA E SAÍDA DE ALUNOS

A entrada e saída de alunos obedecerá a horários diferenciados e sistemáticos, minimizando o risco de aglomeração nas portas da escola. Preferencialmente devem ser utilizados aplicativos que informam a proximidade do responsável, diminuindo o tempo de espera. Esses horários serão estabelecidos pelos coordenadores e as famílias estarão cientes. 
 

É importante a necessidade de demarcação no solo onde as crianças e pais irão permanecer, respeitando o distanciamento social em 1,5m e reiterando a obrigatoriedade do uso de máscaras nesse local. 
 

Ao entrar o aluno terá sua temperatura aferida por termômetros sem contato físico. Qualquer temperatura superior a 37,3 graus Celsius este deverá ser afastado dos colegas e permanecer em uma sala de quarentena, onde irá aguardar pelos seus responsáveis. O mesmo ocorrerá com alunos que apresentarem sintomas no interior da escola. Os sintomas  mais comuns são a febre e tosse, porém outros sintomas como vômitos, náuseas, diarreia, tonturas, cefaleia, falta de sabor e incapacidade de sentir odor também devem ser considerados. 
 

Essa sala de quarentena deve ser higienizada sempre após a saída de indivíduos suspeitos de COVID19. 
 

Aplicativos para organizar melhor a saída dos alunos relatando a proximidade do responsável em retirá-los da escola devem ser utilizados quando possível.


PROTOCOLO TESTAGEM PROFISSIONAIS

Todo profissional sintomático deve proceder a coleta do RT PCR para SARS CoV 2, preferencialmente entre o terceiro e oitavo dia de sintomas. Os exames de dosagem de anticorpos (quimioluminescência, imunoeletroensaio ou lateral flow) não se aplicam nesse contexto. Quem já possui exames sorológicos positivos previamente não precisam realizar novos testes, seja RT PCR ou nova sorologia.
 

No CFC aguarda a definição da responsabilidade desses exames ser pelo município/estado, porém caso haja impossibilidade dos dois deve ser realizado com clínica terceirizada. O comitê de biossegurança deve ser informado sobre o resultado do exame para definir o período de afastamento do profissional e a necessidade (ou não) de isolamento de grupos específicos (alunos ou profissionais de mesmo convívio).

 

PROTOCOLO DE AFASTAMENTO ALUNO

Todo aluno sintomático não deverá comparecer à escola e seus responsáveis devem comunicar o motivo aos coordenadores e/ou professores. Essa informação é primordial para a observação de novos sintomáticos na mesma turma. Se o aluno fizer exame e vier negativo, ele pode retornar após 48 horas do fim dos sintomas. Caso seja positivo deve permanecer em quarentena por catorze dias, só retornando às aulas após esse período. Não há necessidade de novo RT PCR ou de exame sorológico para seu retorno.
 

Caso possua irmãos ou pessoas que convivam sobre o mesmo teto, os mesmos devem obedecer ao período de quarentena semelhante. Caso possuam sorologia positiva para o SARS CoV 2 estariam autorizados a retornar às atividades.


Quanto a turma há duas possibilidades:

  1. Manter as aulas presenciais e redobrar a atenção de início de sintomas em outros colegas de turma, deixando a família ciente desses cuidados;

  2. Afastamento de toda turma por período semelhante ao aluno sintomático utilizando as aulas remotas.

 

A situação 1 aparentemente é suficiente e vem sendo realizada por boa parte do mundo. A situação 2 é exposta em um protocolo específico do Centro de Doenças Infecciosas dos EUA (CDC) é mais agressiva, mas inserida num protocolo de testagem diferente do utilizado no Brasil. A equipe de Biossegurança do CFC definirá qual das duas possibilidades será tomada quando ocorrer quadros suspeitos ou confirmados. 

 

PROTOCOLO DE AFASTAMENTO PROFESSOR

A medicina do trabalho e/ou SESMT deve ter um protocolo próprio para definição do tipo de exame e o tempo de afastamento dos profissionais. Os critérios atuais do Ministério da Saúde sugerem o afastamento por 14 dias de pacientes sintomáticos confirmados. Caso o exame seja negativo, deve aguardar pelo menos 48h sem sintomas para o retorno das atividades, sempre enfatizando a necessidade do uso de EPIs.
 

O profissional que se tornar sintomático pode apenas comunicar a escola a questão sintomatológica, sem necessidade de apresentação imediata de atestado médico, mas deve coletar o RT PCR para SARS CoV 2 entre o terceiro e oitavo dia de sintomas.

 

BANCO DE DADOS

A medicina do trabalho e/ou SESMT deve ter um banco de dados imunológico, registrando o status de anticorpos dos profissionais da escola, assim como um registro dos resultados de RT PCR que foram positivos para o SARS CoV 2. Esses dados são importantes para estabelecer regras de isolamento e protocolos de afastamento no caso de profissionais sintomáticos. 
 

Deve ser sugerido aos pais, mantendo o sigilo das informações restritas ao binômio escola-família, comunicar o status imunológico dos alunos para definição de condutas quanto a situações de isolamento ou afastamento dos mesmos quando ocorrer situações de sintomáticos em investigação ou confirmados. Essa informação é facultativa e dependente da disponibilidade da família em ceder as informações necessárias. 
 

Apenas os membros do comitê de biossegurança teriam acesso aos dados e sempre tomariam as decisões de forma sigilosa.

 

PROTOCOLO DE SURTO

Em caso de um número crescente de casos em um período curto pode-se estabelecer um surto da doença, devendo afastar alunos e profissionais com contato próximo aos alunos infectados e proceder a testes para definir quem possa estar contaminado ou não. 
 

Se dois ou mais alunos de um mesmo convívio apresentarem quadro confirmado de COVID 19 em um período inferior a dez dias a escola deve proceder com o fechamento da turma e restringir a atividades remotas. Os alunos com sorologia IgG positiva ou assintomáticos a partir do sétimo dia de exposição serão avaliados pela equipe de biossegurança para definir quando as aulas presenciais serão reiniciadas. 

higienização

Toda instituição deve ter seus POP (procedimento operacional padrão) e protocolos de higienização bem definidos, assim como pessoal devidamente treinado. Essa documentação deve ser de conhecimento da coletividade que trabalha na instituição. A segurança com os produtos de limpeza merece atenção redobrada na presença de crianças menores.

A escolha dos saneantes a serem utilizados é um ponto de grande importância dentro das propostas de retomada das atividades escolares. Isso deve-se ao fato que após o distanciamento o uso de produtos sanitizantes para as mãos e a prática de desinfecção de objetos e superfícies, são pontos-chaves para proteção da população.

As evidências atuais sugerem que o novo coronavírus pode permanecer viável por horas e até dias em determinadas superfícies, a depender do material. Portanto, a limpeza de objetos e superfícies, seguida de desinfecção, são medidas recomendadas para a prevenção da COVID-19 e de outras doenças respiratórias virais. Os objetos frequentemente tocados, por exemplo, interruptores de luz, maçanetas, corrimãos, mesas, telefones, controles remotos, teclados, podem ser desinfetadas com álcool 70% ou desinfetantes de uso doméstico.

 

Para um bom entendimento deste processo, faz-se necessário diferenciarmos limpeza de desinfecção:

- Limpeza - refere-se à remoção de microrganismos, sujeiras e impurezas das superfícies. A limpeza não mata os microrganismos, mas, ao removê-los, diminui o número e o risco de propagação da infecção.

- Desinfecção - refere-se ao uso de produtos químicos para matar microrganismos em superfícies.

 

Alguns produtos não necessariamente limpam superfícies sujas ao mesmo tempo, que matam microrganismos. Portanto, para alguns produtos serem efetivos necessitam previamente de uma superfície limpa. Mas nunca misturar os produtos para tentar alcançar essa finalidade.

O risco químico também é outro ponto a ser ressaltado na observação dos produtos saneantes, uma vez a proteção dos colaboradores e crianças para evitar acidentes é algo a ser priorizado. E ressaltamos que nenhum destes produtos é indicado para uso em vaporizadores ou outro equipamento , para uso no corpo.

Decidimos então, elaborar um quadro analítico com vantagens e desvantagens dos produtos entregue a equipe de biossegurança para definir o custo benefício de cada um dos produtos.

CONCLUSÃO

As cinco unidades do CFC encontram em plenas condições para realizar as atividades presenciais logo que a Secretaria de Educação e de Saúde do Estado de Pernambuco liberem seu reinício. As mudanças em sua estrutura física assim como a equipe especializada de sanitização, equipe de biossegurança e suporte às equipes estão dentro do necessário para a retomada das aulas, minimizando o risco do coronavírus no ambiente escolar.

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